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20 de out. de 2011

Projeto Boca de Cena incentiva a produção teatral do município


Já imaginou poder mergulhar no mundo teatral, onde você pode ser o ator, o diretor, maquiador, figurinista, cenógrafo, dramaturgo, ou mesmo responsável pela iluminação ou trilha sonora? É isso que o projeto Boca de Cena proporciona aos seus educandos.

Realizado pela Cidade do Saber (CDS) - patrocinado pela empresa RIP Serviços Industriais, através da Lei Rouanet do Ministério de Cultura (Minc), de incentivo ao patrocínio empresarial para projetos culturais- o projeto contempla oficinas nas áreas citadas acima e foi iniciado em junho deste ano para capacitar camaçarienses para o mercado artístico cultural do município.

Ao todo, 70 moradores de Camaçari participaram das oficinas, que tiveram carga horária de 24/h aula e foram ministradas por grandes nomes da cena cultural baiana: Fernando Guerreiro, Aninha Franco, Jarbas Bittencourt, Irma Vidal, Marie Thauront, Rino Cravalho, Virgínia Da Rin, Elisa Mendes e Euro Pires.

Saiba um pouco sobre cada uma das oficinas realizadas

DIREÇÃO TEATRAL

Fundamental para organizar a vida em cima do palco, a direção coordena os atores e guia a estória para o rumo ideal.

Ministrada por Fernando Guerreiro, atuante no cenário teatral baiano desde 1977, diretor de espetáculos como A Bofetada e Os Cafajestes. Guerreiro afirma que um dos ensinamentos passados aos educandos foi o “respeito pelos colegas e pela profissão”. Segundo ele, a iniciativa foi “genial”, já que veio atender as expectativas dos artistas do município, possibilitando oportunidades para o desenvolvimento profissional de cada um.
 
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A atriz Kátia Letícia Costa afirma que “o curso me ajudou a construir uma bagagem, ampliar o meu olhar como atriz, ter a visão de direção”. Segundo a estudante de teatro, Fernanda Crescêncio, a oficina lhe permitiu “um olhar muito mais aguçado, técnico e sensível”, declara.

FIGURINO

O figurino é uma peça fundamental na composição de uma montagem teatral, quem o faz precisa situar o público no tempo e espaço em que se passa a estória, revelando a personalidade dos personagens e transmitindo a idéia do texto e do diretor.

Rino Carvalho. Responsável pela oficina de figurino, o ator, diretor, figurinista e maquiador, espera que suas alunas – já que a turma era formada somente por mulheres – consigam descobrir os seus caminhos no campo da arte ou não. Segundo ele essa troca de experiências é muito importante, tanto para os profissionais como para a comunidade, já que a vocação para o teatro pode ser descoberta a partir de oficinas.

Vanilda Concieção Dórea, de 56 anos, foi uma das alunas e para ela foi gratificante ter passado pelo projeto, além disso pois o Boca de Cena só veio   somar. “Acho que esse projeto nos deu uma amostra de profissionalização excelente”, afirma.

MAQUIAGEM

A maquiagem também faz parte do esqueleto da montagem, tem como objetivo caracterizar o(s) personagem (ns). Ela funciona como mais um elemento visual do espetáculo.

A maquiadora Marie Thauront foi quem ministrou a oficina de maquiagem no projeto. Marie é francesa, mas fixou raízes na Bahia. Ela é Formada pela Ecole Chauveau de Paris, e possui uma larga experiência no ramo da maquiagem para teatro, cinema, shows e publicidade.

Apaixonada pelo conhecimento, a cantora, atriz e dançarina, Twany Félix, conta que a oficina de maquiagem foi um desafio “porque estamos acostumados a criar estética e no teatro muitas vezes temos que desconstruir isso tudo”. Para ela, “o interesse, a aptidão e a bagagem do professor, tornaram as aulas produtivas”.  Para o produtor e professor de teatro, Alisson Airam, a oficina foi muito produtiva. “Aprender as técnicas da maquiagem é um diferencial na hora de concorrer a uma vaga no mercado de trabalho” conta

INTERPRETAÇÃO

Incorporar um personagem, dando-lhe vida e sentimentos, exige técnica e habilidade.
 
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Ministrada por Elisa Mendes, Doutora em Artes Cênica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Sua trajetória é de mais de 30 anos, tendo no currículo espetáculos como Decamerão, Lampião e Maria Bonita e Na Bagunça do Teu Coração etc. Segundo ela, o Boca de Cena proporciona a integração de grupos teatrais já existentes, além de ser fundamental para o exercício da prática artística na comunidade. Para Elisa, participar de projetos que visam a formação de artistas é uma satisfação. “É sempre bom fazer parte de projetos em constante ampliação, como os projetos da Cidade do Saber”, afirma.

Jovem ator de Camaçari,  Emizarlan Souza revela que a oficina de interpretação lhe deu uma visão inovadora. “Eu pude perceber o quanto sou capaz. Aprendi novas técnicas, como usar cada parte do meu corpo”, declara.
 
PRODUÇÃO CULTURAL

O produtor cultural é responsável por criar e organizar os projetos artístico-culturais, da capitação de recursos ao espetáculo final.

Responsável por produção de óperas como La Traviata e Madama Burttefly, tendo no seu currículo ainda trabalhos e parcerias com a OSBA, a Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e grandes diretores do teatro baiano como Luiz Marfuz, Deolindo Checcucci e Fernando Guerreiro,Virgínia Da Rin foi a oficineira na área de produção cultural do Boca de Cena. Para ela, “uma boa química” permitiu o desenvolvimento de atividades estimulantes para a criação e desenvolvimento de idéias. “Pessoas já interessadas em atuar e trabalhar com cultura e arte, podendo ter acesso a formação e informação, serão provocados a desenvolver suas idéias, criar seus projetos, transformando seus sonhos”, fala.

O ator Juarez Alves, participou da oficina de produção cultural, pois achou que "esse novo aprendizado só veio somar, já que foi possível desenvolver coisas novas e aprimorar sua visão criativa. É uma oportunidade que a gente não pode deixar passar”, diz.

CENOGRAFIA

Responsável por situar a estória interpretada no palco, um bom cenário mostra onde a montagem se passa.

Artista plástico autodidata com especialização em cenografia e figurino, Euro Pires tem quase 30 anos de carreira e já atuou em diferentes áreas da cenografia, ambientações e decorações, como no carnaval, teatro, São João, premiações, shows e eventos comemorativos. Também trabalhou como cenógrafo e figurinista em espetáculos como O Vôo da Asa Branca, Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia e O Indignado. Para Euro, “Projetos como o Boca de Cena devem ser sempre abraçados por nós, profissionais das Artes Cênicas, pois o mercado exige que se mate um dragão por dia para que possa se perpetuar”, afirma.

Maria Teixeira,  procurou a oficina de cenografia com o objetivo de aprimorar o seu trabalho. “É uma área interessante, pretendo focar bastante nela”, declara. Segundo Maria, participar das aulas ajudou a organizar coisas que já sabia fazer, incorporando os seus desenhos com os elementos que compõem o cenário.

DIREÇÃO MUSICAL

Melodias se misturam com o enredo da peça e nos transportam para o universo dos personagens. As músicas podem expressar sentimentos ruins como a morte, a dor, o medo, a angústia ou coisas boas, a felicidade, o amor, a surpresa, a superação. Saber escolher a trilha sonora é função do diretor musical.

Ministrada por Jarbas Bittencourt, cantor e compositor, além de músico profissional há 18 anos na área da MPB, quando trabalhou com trilhas sonoras para teatro e dança, e com artistas como João Bosco, Tom Zé e Gilberto Gil. Nos espetáculos Dom Quixote, Sonho de Uma Noite de Verão e Um Bonde Chamado Desejo a trilha sonora foi assinada por ele. Atualmente é diretor musical do Bando de Teatro Olodum.

Ivisson Felipe trabalha com música há cinco anos, mas o contato com a música voltada para área teatral foi a primeira vez. “O professor é qualificado e utilizou métodos interessantes, que ajudaram no aprendizado”, avalia.  Formada em Produção Cultural, Jamile Santos, revela que a oficina foi um bom aprendizado. “Eu achei perfeito”, afirma.

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ILUMINAÇÃO CÊNICA

A iluminação faz toda diferença, saber brincar com a imaginação é necessário para dar outra “luz” ao espetáculo. Ela serve como complementação ao cenário, figurino, maquiagem e roteiro.

Iluminadora, Irma Vidal começou a trabalhar nessa área a partir da implantação do Teatro Iemanjá, depois disso, já trabalhou com artistas e diretores como Wolf Maia, Fernando Guerreiro, Carlinhos Brown e Daniela Mercury. No projeto Boca de Cena, foi quem ministrou as aulas de iluminação cênica teatral e conta que resolveu abraçar o projeto “por achar que é importante a formação de novos técnicos para nosso mercado de trabalho”.

O fascínio pela iluminação cênica levou Zack Tavares a participar da oficina. “Resolvi abraçar essa oportunidade oferecida pelo Boca de Cena entusiasmado pela força expressiva que se pode obter pelo desenho e posicionamento da luz, que me conduz a uma melhor apreciação de um espetáculo”, revela Zack, que já está pronto para começar a desenvolver o conhecimento adquirido.

DRAMATURGIA

A arte de compor o texto que irá guiar a trama. Essa é a função da dramaturgia, quando a estória composta é interpretada pelos atores.

 
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Escritora, advogada, dramaturga e gestora cultural, Aninha Franco foi a responsável por esta oficina. Já teve mais de 30 peças encenadas, entre elas: Oficina Condensada, Os Cafajestes, Brasis e A Casa de Minha Alma. Atualmente é responsável pela programação artística e curadoria do Theatro XVIII, e Complexo Cultural do XVIII, no Pelourinho. Aninha define o Boca de Cena como uma experiência maravilhosa. “Foi um prazer interagir com a Cidade do Saber e com artistas de Camaçari”, afirma.
 
Vanilda Dórea, que também fez parte da oficina de figurino e maquiagem, diz ter sido muito gratificante fazer parte de mais essa. “Foi e está sendo muito importante para minha vida”, declara. Segundo ela, essa oficina a ajudou a melhorar a sua experiência artística e contribuiu ainda mais para seu aprendizado na área.
 
As oito oficinas são só a primeira etapa do Boca de Cena. Em um segundo momento, está prevista a montagem de um espetáculo, criado pelos próprios alunos, com a supervisão do diretor Fernando Guerreiro. A terceira e última fase, trata-se da temporada dessa peça, inspirada na história de Camaçari, encenada no Teatro Cidade do Saber, culminando na implantação de um grupo residente de teatro no município, ampliando as possibilidades de capacitação de artistas e agentes da produção local.

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Camila São José/ Ascom CDS

11 de ago. de 2011

Aluno de guitarra da Cidade do Saber vence III Festival de Música Estudantil da Seduc

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Bruno Santos Ribeiro tem 12 anos e é um menino tímido. Mas quando o assunto é música, ele  deixa a timidez de lado e mostra todo o seu talento.Prova disso é que ele venceu o III Festival de Música Estudantil da Secretaria da Educação de Camaçari, realizado no dia 4 de agosto, no Teatro Cidade do Saber.


A composição premiada, de autoria do jovem, foi  “Combate à violência”. Bruno contou com a ajuda de quatro colegas, dentre elas, Yasmin Carvalho, que interpretou a música feita por ele.  Agora, o rapaz pensa em seguir a carreira de guitarrista. “Eu acho bom ser músico”. Educando da Cidade do Saber (CDS), Bruno Santos aprendeu a tocar guitarra em casa e há quatro meses faz aulas com o professor Ricardo Marques na CDS.

 

 

Camila São José – Ascom Cidade do Saber

27 de jul. de 2011

Turmas de balé realizam aulas públicas na Cidade do Saber

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Sapatilhas, meia-calças, colãs, barras e espelhos são elementos que compõem o universo do balé. Os pais dos educandos da Cidade do Saber (CDS) puderam participar por alguns minutos desse mundo encantador, durante as aulas públicas realizadas nos dias 26 e 27 de julho na CDS.


De acordo com o  professor de balé da CDS, Eberth Vinícius, o evento tem como objetivo mostrar o aprendizado adquirido durante o ano.

Evelyn Kathelyn Almeida, de 10 anos, já é aluna de balé da CDS há quatro anos. Quem tomou a iniciativa de começar a fazer as aulas foi a própria Evelyn, que também sonha em um dia se tornar uma grande bailarina. Para a mãe, Eliene de Almeida, dona de casa “ela é ótima, minha estrela. Fico muito orgulhosa e emocionada quando vejo minha filha dançando”.

Após as aulas públicas, os alunos e alunas de balé se preparam para a apresentação no "Cidade em Cena", evento que acontece no final do ano, no Teatro Cidade do Saber.

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Camila São José - Ascom/CDS

12 de jul. de 2011

“Bullying” – o lúdico trazendo à tona o que é sério

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Crianças e adolescentes de três escolas públicas e particulares de Camaçari puderam entender um pouco mais sobre o bullying. O problema foi debatido de forma lúdica e recheada de humor, no espetáculo “Bullying” que estreou nesta terça-feira (12/07) no Teatro Cidade do Saber.

A idéia surgiu quando o arte-educador, autor e diretor da peça, Vado Fernandes, percebeu que as escolas ainda estão aprendendo a lidar com obullying. Adriany Silva, Bruneli Moraes, Dandara Alves, Juliana Rios, Matheus Monte, Rodrigo Marcelo, Silas Menezes, Ângelo Gabriel e Joãs Jerftter formam o elenco da montagem teatral. As experiências vividas por eles, ajudaram na construção da história contada de “criança para criança e de adolescente para adolescente”.

 

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A trama se passa dentro de uma escola e as vítimas sofrem com abusos e chacotas feitas por colegas. Cenas de violência física, verbal e psicológica são retratadas durante os 30 minutos da peça. A ideia é fazer com que os estudantes reflitam as suas atitudes dentro da escola e ajudem a mudar esse quadro.

O espetáculo foi muito aplaudido. Guilherme Cauê, 10 anos, aluno do Centro Educacional Sistema Master achou interessante. “Na escola já fizemos cartazes contra o Bullying. Acho que isso acontece porque muitas pessoas se acham melhores que as outras, mas nós devemos respeitar todos como são”.

A peça continua em cartaz, na Cidade do Saber, até amanhã (13/07) pela manhã.

 

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Texto e fotos: Camila São josé - Ascom CDS