19 de out de 2010

Workshop com Buguinha Dub: Expandindo horizontes da produção musical

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O sound designer Buguinha Dub esteve na última sexta (15/10) no Teatro Cidade do Saber, para um bate-papo seguido de uma prática de produção, na qual ele expôs seus conhecimentos.


Durante as duas horas do workshop, os inscritos trocaram experiências com o produtor, que demonstrou as técnicas de gravação e mixagem que utiliza em seu trabalho autoral, denominado Vitrola Adubada. Além disso, relatou sua experiência como técnico de som de bandas como a Nação Zumbi, Racionais e Mundo Livre.


Para os presentes, um aprendizado e tanto. Jailton Costa diz que o tempo foi curto, mas que aprendeu muito. “É fantástico ouvir de um produtor como ele, que um "bom ouvido" é superior a qualquer equipamento de ponta. Um incentivo para produzir com o que você tem em mãos”, comentou Jailton.


Do mesmo modo, Ítalo dos Santos de Oliveira, achou que a oficina foi muito interessante no aspecto de possibilitar a qualquer pessoa uma produção caseira, com equipamentos de baixo custo. “Acompanho o trabalho de Buguinha há algum tempo e sempre achei bacana essa influência dele vinda do dub jamaicano e da cultura do sound system”, disse Ítalo.


Assim, o workshop com Buguinha Dub foi mais um incentivo para que os músicos e produtores locais pudessem elevar seus conhecimentos, gerando assim possibilidades ilimitadas através de uma filosofia baseada em uma cultura que deu origem aos atuais DJs e o remix. O evento, realizado pela produtora Bárbara Falcón, numa co-realização com a Cidade do Saber, contou com o apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia, e com apoio dos estúdios locais Iguana e Oficina.

 

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O que é a cultura jamaicana dos sound systems?


Nos anos 1950, DJs empreendedores jamaicanos realizavam grandes festas ao ar livre tocando Rhythm & Blues.  E isso era possível porque seus sistemas de som, alto-falantes, amplificadores e toca-discos eram móveis. Carregando seus equipamentos junto, os DJs viajavam pela cidade de Kingston tocando em festas que seus fãs aguardavam ansiosamente.


Na época, os mais famosos era Sir Coxsone Dodd’s Downbeat, Duke Reid’s Trojan e King Edward’s Giant. Esses DJs competiam entre si, algo que  culminou no que é conhecido como Batalhas de Soundsystem, onde duas equipes montavam seus sistemas de som próximos um do outro. A competição podia ser com as duas tocando ao mesmo tempo ou separadas. A equipe que conseguisse o som mais alto e tivesse os melhores discos recebia mais aplausos e atenção do público, sendo escolhida a vencedora do confronto.


Esses DJs realmente inovaram quando começaram a produzir suas próprias “versões” de canções populares jamaicanas. Eles pediam emprestadas as fitas de gravações dos estúdios ou trabalhavam com os engenheiros de som dos estúdios em que as músicas eram gravadas para então remixa-lás.


Isso na maior parte das vezes envolvia tornar o baixo e a bateria muito mais potentes na mixagem, além de adicionar eco aos vocais em determinados pontos da música. Esse foi, de fato, o nascimento de um gênero chamado de Dub, e descrito pela Wikipedia como “um subgênero instrumental do Reggae, ou um gênero de música particular que envolve revisões de músicas existentes.”

 


FONTE: http://www.redbull.com.br/cs/Satellite/pt_BR/Article/A-História-do-Djing,-parte-1--a-cultura-do-021242894017971

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